domingo, 26 de abril de 2015

Eu, tu, nós livros


Pessoas são como livros. Cada uma guarda uma história.

Tal como cada livro que me indicam, me recuso a deixar que alguém passe sem ser lido.

É verdade que às vezes me precipito, leio só a introdução e me afasto.

Mas O dono da biblioteca sempre insiste: você deveria ler esse...

Eu desbaratino, digo que já li o resumo e não gostei, e Ele insiste: tem segredos Meus pra você nessa leitura.

Alguns parecem vir escritos em outras línguas e eu fujo dizendo: não sou poliglota, chama outro.

Daí Ele me pega na minha essência... sabe que também preciso ser lida e que sou uma apaixonada por ler. Me faz lembrar que algumas pessoas só O conhecerão se eu permitir que em mim sejam encontradas boas referências da Biblioteca.

Isso me dava medo, hoje gera zelo.

Volto, refaço o caminho e procuro aquele livro. Ele precisa ser lido. Eu não tinha o direito de julga-lo.

O engraçado, é que esses livros todos tem uma característica comum: páginas em branco. E eu não consigo ver as minhas sendo preenchidas sem manter em dia a leitura deles, os outros livros. É como se o que me completa estivesse neles e o que falta a todos nós, ficasse apenas a cargo do Dono da biblioteca.


Acho que a ideia é que essas histórias sejam por fim uma única e linda história, a história Dele.

E você, está com a leitura em dia?
 ;)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sou ingrata


Quem é velho na igreja conhece... Canta comigo!

“Eu reclamo por tudo o que não tenho
Dos amigos, família e dos meus irmãos
Do salário, de janeiro a janeiro
Isso tudo pra não falar da comissããããããão

Refrão: iê iêêê... iêooooua...

Reclamarei do Senhor em todo tempo
O rancor estará continuamente
Em meus olhos e também na murmuração
Jesus Cristo, reconheça a minha afliçãããããão...”

É eu também prefiro a letra do Adhemar de Campos...rsrsrs Além de rimar melhor, fala do que deveria ser a nossa vida. Já a minha paródia fala muitas vezes do que é a nossa vida. Acredite, Deus usou isso pra falar comigo!
Essa semana Deus tem falado comigo sobre ser grata e me convidado a observar minha vida. Cara, fiquei impressionada com a minha capacidade de reclamar de tudo. Não chego a ser um Lippy e Hardy, que fica o dia todo falando “oh céus, oh vida... oh azar”, mas me assustei com a rapidez com que identifico e comento sobre o que está dando errado.
Se está calor, se está frio, se não tenho nada pra fazer, se tenho tudo e mais um pouco, (acrescente aqui tudo o que veio a sua mente sobre isso), etc.

Senti muita vergonha! Não curto “reclamões” e “reclamonas” e agora a reclamação em pessoa me encontrava no espelho na hora de escovar os dentes.

Um dos textos que Ele usou foi Filipenses 4:12–13 (NVI): “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.”

Fiquei pensando sobre o que seria esse segredo que Paulo citava. Sim, eu já li esse texto inúmeras vezes e também já ouvi diversas ministrações a respeito, mas tenho tentado experimentar a palavra viva e eficaz (Hb 4:12) no meu dia a dia.
Se é um segredo, significa que a maior parte das pessoas não descobriu do que se trata.
Paulo não apenas sabia que o certo era focar o Cristo, mas ele de fato vivia isso. Não era teoria, mas uma realidade na vida dele. Viver a vida de Cristo em nós é o segredo! Mas quem consegue?
Você não consegue, mas não se menospreze a capacidade não vem de você. O mesmo Deus que trabalhou no caráter de Paulo, é imutável e plenamente capaz de transformar cada um de nós, mas pra isso é preciso que em nós haja o mesmo desejo de transformação que existia em Paulo.
Outro segredo é observar a realidade ao redor. Você vai se surpreender com o que vai encontrar ao tirar o foco do seu umbigo e olhar pras dificuldades alheias. Aprendo muito sobre isso no Sopão. Aquelas pessoas sabem encontrar motivos pra sorrir mesmo que pra isso tenham que transpor barreiras muito maiores do que as minhas.

Eu não poderia deixar de citar a questão da reclamação na perspectiva do viver em Igreja. Pense numa pessoa que já foi extremamente crítica neste sentido?! Sou eu.
Sou grata pela vida do meu antigo pastor que com muito amor e paciência ouvia todos os meus apontamentos e depois dizia: Vamos orar. E aí deixava Deus fazer o trabalho de convencimento comigo. Ele não precisava se defender. Nem mesmo Jesus precisava, mas mesmo assim, com amor tirava a trave do meu olho e me ajudava a perceber que o problema estava em quem enxergava e não para onde olhava.
Quantos de nós ao invés de aproveitarmos a doce presença do Senhor, ficamos reparando nas pessoas, no “roteiro” do culto ou da pregação, ou olhando a grama do vizinho e dizendo “lá tem mais liberdade, aqui só me julgam”, ou “se tivéssemos o grupo de louvor de tal igreja, as coisas seriam diferentes”...
Acho que se tivéssemos uma conversa de 5 minutos com algum cristão que vive em um país onde a perseguição não é apenas história, mas realidade, finalmente entenderíamos o tamanho do nosso privilégio. Aliás, “privilegiados” é o termo que eles mesmos usam pra se descrever por poderem ser perseguidos por amor a Cristo.

Em certa conversa com uma amiga que foi ao Haiti, que vivia um cenário pós-catástrofes e eminência constante de guerra civil, lembro como ela descrevia o quanto aquela experiência havia impactado sua vida. Os cristãos daquele lugar viajavam a pé por horas pra chegar aos cultos, ficar ali por pouco tempo e depois fazer todo o trajeto de volta. A maioria tinha ficado órfão ou perdido toda a família. Não tinham emprego, nem qualquer outro bem, mas isso não os impedia. O lugar era pequeno, muitos deles precisavam ficar atrás de pilastras e não enxergavam nada do que acontecia no “púlpito”, mas o simples fato de poder prestar louvores a Deus e ouvir Sua palavra, os fazia cantar empolgados e não trocar aquele pedacinho de chão por nada. O calor era insuportável e por isso os cultos precisavam começar cedo para não prejudicar ninguém. Não havia estrutura física, nem instrumentos de qualidade. Ar condicionado? Esqueça! Mas a presença de Deus era quase palpável.
Será mesmo que tudo o que apontamos de defeito na Igreja é suficiente para nos impedir de cultuá-lo?

Esse texto não é um convite ao conformismo ou para que você viva a utopia de um mundo perfeito, pois voltando a Paulo, ele não ignorava as circunstâncias, mas aprendeu a olhar acima delas.
Também não é um discurso de quem já está conseguindo viver plenamente essa palavra, mas de alguém que aceitou tirar a trave do olho, reconheceu seu pecado e tem tentado ser grata em todo tempo.

Tente!


Abraços e que Deus os abençoe.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

É hora de fazer planos!


Fim de ano, férias, aquele clima delícia que faz as pessoas sorrirem sem motivo e o momento que todos aproveitam pra fazer planos para o próximo ano.
Na lista normalmente tem: fazer atividade física, fazer regime, ter mais tempo com a família e com Deus. (Você acrescenta aqui o que quiser).
Na hora que está escrevendo ou orando a respeito, tudo isso faz sentido e você realmente acredita que fará tudo isso, mas posso ser sincera? Isso é tudo migué! Eu e você sabemos que você não vai fazer nenhuma dessas coisas. (Se você lista e consegue realizar o que listou, parabéns! Você é praticamente um caso raro da ciência. A maior parte das pessoas nem se lembra do que listou pro ano).
Uuui quanta dureza nesse coração! Mas é real galera. Eu sei como é. Faço isso todos os anos (tirando a parte do regime), mas é incrível como entre o dia 1/1 e o dia 31/12 acontecem tantas coisas que quando você vê, o ano acabou... a vida passou e você não foi capaz nem de cumprir uma lista de 4 itens.
Sejamos sinceros, se você não foi capaz de sentir necessidade de fazer essas coisas nesses 365 dias, será mesmo que esse seu desejo de “mudança” para o próximo ano é real?
Já sei o que você vai dizer: foi muito corrido! Agora nas férias vou dar um gás e tirar o atraso. Daí já pego a prática e quando voltar à rotina nada vai me impedir!
Ahhahah... Eu poderia votar em você agora! =P

Deixando a ironia de lado, falo dessas coisas por contemplar isso em minha vida. Sempre que me proponho a escrever aqui é porque Deus está tratando ou já tratou tais coisas comigo.

Vamos voltar no tempo...
Em dezembro de 2013, eu estava feliz e contente curtindo minhas férias em família e num tempo massa com Deus fiz planos para esse ano. Pedi, entre outras coisas, que eu tivesse mais tempo com Ele, prometi que no que dependesse de mim, nada impediria isso. Isso de fato aconteceu, mas não do jeito que eu imaginei.
Eu fiz igual todo mundo, falei que ia fazer, acontecer, etc, mas na prática não foi iniciativa minha a busca por Ele. Sabe aquela busca genuína? Não rolou. Busquei na hora do aperto mesmo. E olha que tive vários momentos tops com Ele em virtude disso. Ele continua sendo fiel e não nos abandona. Esteve presente em todo tempo e falou profundamente ao meu coração sempre que eu fui verdadeira e admiti minha incapacidade de resolver as coisas.
Mas queria falar de um momento específico.
Desde junho de 2014 tenho tratado uma série de problemas de saúde, e ao contrário da previsão dos médicos, eu sei que em breve estarei curada (Não criemos pânico. Está tudo sob controle). Houve um momento que eu confesso que eu desisti de orar sobre isso. Não que eu não acreditasse que Deus podia me curar, eu só não queria mais falar com Ele sobre isso. Eu e Ele sabíamos que a situação era importante, mas eu não queria parecer um gravador ou um papagaio que apenas chega pra falar a mesma coisa todos os dias. Ele continuava a me constranger com Seu cuidado e amor, como eu poderia chegar pra Ele e ficar reclamando ou pedindo solução pra algo? Comecei então a orar pra entrar num lugar de plenitude nEle em que as circunstâncias não importariam mais.
Veio então o retiro #Profundo, da Alcance Jovem. Antes de chegar lá na chácara, olhei bem no olho do médico e avisei: eu vou no retiro, ok? Não importa o que você diga. (Não era rebeldia, galera. Eu só estava determinada a não perder nada do que Deus tinha reservado para aqueles dias, e o médico me confirmou que isso era possível, então estava susse).
Cheguei naquele lugar e ESQUECI do resto. Nada mais me importava. Desculpa sociedade, mas eu só queria Ele. Pra não dizer que não falei sobre a dor, minha oração ao chegar lá foi: Senhor, que nada seja capaz de tirar minha atenção. Quero experimentar a plenitude da Sua presença.
Foi ALUCINANTE! Eu podia sentir o céu na terra. Sabe quando você só quer estar ali? Eu não ousaria pedir nada. Eu sequer conseguia falar palavras bonitas pra Ele. Aquela presença era forte demais pra ser “perdida”. Não sei explicar mais do que isso... só sei que foi extraordinário.
Naqueles dias entendi algo que já ouço há anos, mas nunca tinha vivido: quando você entende o quão precioso é saber quem Ele é, o que Ele pode fazer por você deixa de ser prioridade. Você quer saber mais sobre Ele. Você só quer estar ali. Porque descobrir a identidade dEle, fala da sua também. Aquela original que foi gerada antes de você saber que existiria. Sabe?
Porque eu estou falando disso? Porque essa experiência gerou em meu coração uma necessidade de estar em contato com Deus o tempo todo. Existe um desejo ardente no meu coração. Não é algo que possa ser agendado. Não é algo que eu precise escrever. É como respirar! Ninguém precisa me lembrar que isso é fundamental pra minha sobrevivência. Eu só respiro.
Não fico “aleluiada” todos os dias. Não vi anjos, nem nada, mas eu não preciso mais colocar isso como meta. Se eu não tive tempo exclusivo com ele durante o dia, fico ansiosa pra chegar em casa. Eu preciso contar a Ele como foi meu dia, como me sinto sobre as questões que vivi naquele dia.. e assim vai.
Sobre os problemas? Eles continuaram as pencas, mas eu agora não apenas sabia, mas eu sentia que Ele estava comigo.
Espero que essa pequena história te encoraje a fazer esses momentos acontecerem e não apenas planejar que eles aconteçam. Garanto que isso lhe dará força o suficiente pra concretizar quaisquer outros planos que façam parte da sua lista.

Feliz ano novo pra vocês! Que seja de fato NOVO! =) 

https://www.youtube.com/watch?v=7QnkIeCkoUE

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Senhor, quero viver sua vontade! #QuemNunca fez essa oração?



Na verdade se você é cristão, muito provavelmente faz essa oração todos os dias. Mas vamos a minha história...

Não tem sido um ano comum. Aliás, ele tem sido beeeeem difícil, mas em proporcional medida, tem sido extraordinário, pois tenho crescido absurdamente (como pessoa e em meu relacionamento com Deus. A estatura continua a mesma...ahah) e sido surpreendida pelo cuidado e amor incondicional de Deus. 

Aconteceu tanta coisa que teria que escrever vários textos pra tentar contar tudo e talvez ainda fosse insuficiente. Acredito que aos poucos escreverei mais a respeito. Por hora, o que posso dizer é que todos esses episódios, ao final, tinham em comum uma oração: Senhor, quero viver sua vontade!

Após mais um desses acontecimentos, no último fim de semana, comecei a sondar meu coração... Quero mesmo a vontade do Senhor? Sim, eu quero (disse o meu eu responsável e gospel..rs). Mas por quê?

Cara, isso me paralisou!

Eu quero a vontade Dele porque sei que é O melhor caminho pra mim e realmente tenho convicção de que o plano dEle é melhor (Isaías 55:8 e 9) e de que essa vontade é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2)? Ou simplesmente porque o "meu plano perfeito" deu errado?

Ok, as pessoas podem (e DEVEM) se arrepender sempre que notarem que outra vez tentaram fazer as coisas a sua maneira e tudo deu errado. Mas isso tem que ser a exceção. Tem que servir pra situações em que sem perceber tomamos as rédeas e fizemos as coisas do nosso jeito e em desconformidade com a palavra, mas não em todo tempo.

Nosso desejo em viver a vontade de Deus deve ser genuíno e não baseado na experiência frustrada. Deve ser nossa vontade original, uma vez que Ele tem instruções específicas para todas as áreas da nossa vida e porque Ele deseja pessoalmente participar dessa caminhada.
Não acho que você e eu devemos ficar perguntando absolutamente tudo e o tempo todo. Exemplo: O sujeito tem um jantar pra ir e antes tira um tempo de oração pra saber se deve ir de camisa branca, amarela, verde, etc. Mas à medida que caminhamos com Cristo e alimentamos nossas vidas com a Sua palavra, ficará mais fácil viver uma vida segundo aquele plano original citado anteriormente. 

Isso tudo tem muito mais a ver com SER do que com FAZER.

À medida que nós entendermos QUEM somos e principalmente QUEM Ele é, esse querer será natural. 

Jesus, o modelo perfeito de como um homem pode viver plenamente segundo o padrão da Palavra (não me venha com a desculpa de que ele não vale porque ele era Deus, pois se ele quisesse relatar as experiências que ele relatou pra enfatizar “como um deus lida com isso” provavelmente teríamos relatos hollywoodianos na bíblia e não situações reais de homens comuns), tinha na oração o registro dessa motivação correta “Seja feita a Sua vontade e não a minha”. Para as situações do dia a dia, ele vivia a luz da palavra. Pra aquelas extraordinárias, dedicava tempo em oração e buscava direção, mas em todo tempo caminhava sob a Luz correta.

Volta e meia me pego toda quebrada e quando paro pra avaliar, não estou dessa forma porque me deparei com um problema, porque isso SEMPRE vamos ter. Mas só me quebrei porque tirei os olhos do lugar certo e passei a acreditar que eu, por mim mesma era capaz de resolver. Outra vez quis ser A salvadora quando não havia mais o que salvar. Já está consumado!

Pra fechar, compartilho duas palavras que recebi nesse ano e que refletem esse cuidado e amor, que não se importa em vez após vez me ensinar novamente o jeito certo de fazer as coisas:

“Eu não te darei forças pra você resolver o que não cabe a VOCÊ resolver”. (É quase como se Ele sussurrasse, "deixa comigo!")

“Isso (o que você tem vivido) não fala sobre quem você é, mas sobre quem Eu sou. Isso não é pra mostrar onde você chegou, mas onde Eu te estabeleci”.

Te incentivo a fazer o mesmo e avaliar a motivação não apenas desta, mas de todas as tuas orações. Não entre no piloto automático e ore com palavras que todos usam só porque todos usam, mas ore com aquilo que é verdade na sua vida e que faz sentido pra você. Você vai se surpreender com os lugares que essa experiência, pessoal com Ele, vai te levar!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Noiva em fuga


Texto novo...uhuuu! \o/

Oi? Julia Roberts? Não, isso não é um texto sobre o já antigo filme em que essa bela atriz foge do casório das formas mais doidas..rs

Hoje vou falar sobre algo que a princípio pode motivar mais as meninas, mas incentivo os guris (não desistam) a também lerem até o final.

Do dia 1º para o dia 2 de fevereiro, tive um sonho engraçado, hollywoodiano e preocupante.

Abro os olhos e estou num lugar bonito, mas desconhecido. Me olho e para a minha surpresa estou vestida de noiva. Curiosa (apesar da resposta ser um tanto óbvia), pergunto a alguém o que está acontecendo e este prontamente explica: hoje é o seu casamento!
Fico feliz e ao mesmo tempo preocupada... quem seria o noivo?
Vou até uma janela próxima, coloco a cortina de lado e espio um rapaz bonito, ansioso pela minha chegada, mas desconhecido.
Isso me desespera! “Quem é ele?” pergunto a alguém...e este outra vez responde: “É o seu noivo”.
“Mas eu não o conheço! Como posso casar com alguém que não conheço? Que não amo...
Não tive dúvidas, chamei um amigo de confiança e fugi.

Não preciso dizer que a cena era bizarra e deixava todo mundo desesperado.
Enfim, acordei pensativa e até pensei que podia ser uma dica pra que eu cuide quando for casar conhecer bem meu marido (Aliás, fica a dica para todas as solteiras). No entanto, com o passar dos dias e as mensagens e ministrações que ouvi, percebi que Deus queria falar comigo sobre algo mais profundo.

Nós, enquanto igreja somos a noiva de Cristo (porque só pra constar você não é noiva sozinha) e não é de hoje que essa noiva está em fuga. Não estou dizendo que não temos investido tempo em conhecer O noivo, mas não temos um relacionamento tão profundo ao ponto de dizer: Com esse eu caso! Com esse eu quero uma aliança eterna.

Uns descobriram o noivo e congelaram na contemplação. O mundo caindo ao redor e eles permanecem ali estáticos, como que hipnotizados. O noivo passa, quer lhes entregar segredos, mas eles se quer podem ouvi-lo. Estão petrificados.
Alguns de nós até conhecem bem a história do noivo, mas ficaram satisfeitos em apenas saber. Outros até começaram a gastar tempo com Ele, contaram sobre suas vidas, seus medos, seus anseios, mas quando chegaram a um lugar confortável onde descobriram “Ok, Ele me ama”, não continuaram a conhecê-lo. O que é um erro! Porque salvo engano, não é possível estar em um casamento em que apenas um dos noivos ama. É preciso mais! É preciso que o amor seja recíproco. Não que eu acredite que em alguma medida seremos capazes de amar o noivo da mesma forma que Ele nos ama, mas precisamos amá-lo. Do contrário, jamais aceitaríamos viver uma vida de renúncia ao Seu lado.
Ou talvez, você está lendo este post pode pensar que não se encaixa em nenhum dos itens acima e que tem certeza que tem um relacionamento profundo com Cristo. Tenho duas coisas a lhe dizer: 1 – Ótimo! Prossiga em conhecê-lo. Estou certa de que há muito a descobrir. Aquilo que você acha que já é top, não chega a 10% de tudo o que há pra conhecer; 2 – Cuida do restante da noiva. Aqueles que estão vivendo essas coisas que descrevi são tão noiva quanto você. Interceda por eles, cuide, pegue pela mão, conduza os pelo mesmo caminho que você já descobriu.
Quanto a mim, quero conhecê-lo mais! Porque olho pra trás e percebo que fugi de compromissos e posicionamentos que Ele já me pediu pra ter. Me vejo dando ouvidos ao medo, ao invés de ouvir Sua doce voz. Me vejo falhando com o restante do corpo e longe de ser a noiva que Ele espera...sem ruga, sem mácula.
Minha oração é que não percamos tempo com coisas vãs e nos dediquemos a verdadeiramente ter um relacionamento com Cristo. Deixar que o ES nos molde e lapide nossas vidas para o dia das bodas do Cordeiro.
Quero estar preparada! Não quero ter medo do noivo. Quero amá-lo de todo o meu coração. Não posso e não vou mais fugir desse doce amor.
Versículos que inspiraram este post:
Mateus 25:1-13
Efésios 5:25-27
Apocalipse 19:7
Oséias 6:3a

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Uhuuuu! Eu tenho moedas!


Fala meu povo!

To aqui de novo pra falar de questões do dia a dia e que impactaram a minha vida.

Estava eu no ponto de ônibus a espera do Rex (sim esse é o nome de um busão em Curitiba), e logo a frente na fila, havia uma mulher com seu filho. O guri devia ter uns 4 anos.
(Preciso confessar que prestei atenção na conversa deles...Abapha!)

Empolgado, ele vira pra mãe e diz: “Mãe, você me dá essas moedas?”. A mãe da uma desbaratinada e não responde. Ele insiste: “Mamãe, deixa eu ficar com as moedas?”. Ela olha pra ele, sorri e responde: “Agora não. Essas são para a passagem do ônibus. Em casa te entrego algumas moedas.”. Não cabendo em si, ele sorri e pula algumas vezes gritando: “uhuuuuu! Eu vou ganhar moeeeedas!”. Eu ri.

Depois disso algumas perguntas me incomodaram: Quando mesmo deixamos de valorizar as pequenas coisas? Quando deixamos de comemorar que alguém confiou algo a nós?
Porque eu não sei vocês, mas eu sempre vejo pessoas rejeitando moedas. Algumas chegam a dizer que moeda não é dinheiro, mas cara... moeda é dinheiro sim.

Isso não é um post sobre economia ou educação financeira. Calma, não fuja! Rsrss...

Fazendo um paralelo com o serviço no ministério, observe alguém que a pouco descobriu que Jesus o ama e morreu para que fossemos salvos. Se você chegar para essa pessoa e disser a ela que ela pode ajudar arrumando as cadeiras da igreja, tenho certeza que ela fará isso sorrindo.
Ao passo que não é raro ver crentes com anos de igreja, doutos na palavra, dotados de grandes habilidades... se recusarem a assumir atividades que demandem tempo ou mesmo que não estejam em evidência.
A bíblia é clara quando diz que aquele que for fiel no pouco, sobre o muito será colocado, mas isso não significa que depois de ter alcançado esse lugar, não terá que fazer coisas simples ou estar nos bastidores.
A sociedade em que vivemos nos treinou para querer provar para todos, e o tempo todo, que estamos capacitados, que chegamos mais longe. Fomos forjados num ambiente que valoriza essencialmente quem tem muitas responsabilidades ou está em destaque.
Isso faz com que muitas vezes tentemos receber o reconhecimento dos homens, na igreja também.

Minha oração é que nosso único interesse seja agradar o coração de Deus e entender dEle o que deve ser feito. Andando em obediência a Sua palavra. Servindo em amor e buscando exclusivamente o reconhecimento dEle. Dessa forma, homens e mulheres verdadeiramente cristãos conseguirão enxergar em nós a essência do evangelho e por vezes confiarão tarefas maiores.

Penso que deixamos de valorizar as pequenas coisas, quando passamos a acreditar que a capacidade pra fazer e ser está em nós e não Naquele que nos chamou. É preciso lembrar dos primeiros dias em que desfrutamos desse amor. Dias em que tínhamos absoluta convicção de que não éramos merecedores. Dias em que o simples fato dele se importar, já era o suficiente para pularmos de alegria como aquele guri (aquele lá do começo do post). Dias em que tínhamos certeza de que qualquer tarefa no Reino era absolutamente relevante, pois Ele havia nos confiado.

“Procure ter perto de você pessoas que conheceram a Cristo recentemente de forma que você tenha sempre viva a lembrança do primeiro amor e do cuidado com as pequenas coisas. Mas tenha também por perto, pessoas que conhecem e vivem com Cristo a mais tempo que você de forma que você perceba que ainda há um caminho longo a percorrer”. (Pr. Francisco - Comunidade Alcance de Curitiba).

Uma palavra muito massa sobre essa questão de viver o que Deus tem reservado e não buscar o reconhecimento dos homens, é essa aqui (http://www.orvalho.com/casa-de-zadoque-2013-luciano-subira/)



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Corpo








Enquanto isso no retiro abençoado da galera da #AlcanceJovem, essa que vos escreve resolve voltar a vida de atleta e jogar vôlei. No segundo toque na bola, consegui a façanha de luxar o dedão da mão direita.  Segurei a onda e após o fim do retiro fui ao médico e este recomendou que usasse uma tala e mantivesse alguns cuidados.
A tala, não limitou apenas os movimentos da minha mão, mas fez com que todo o meu comportamento se adaptasse. Sendo destra, tive grande dificuldade ao fazer coisas do cotidiano com a mão esquerda. Nos primeiros dias quase arremessei comida nos amigos sem querer...hahaha (abafa!).
No entanto para minha surpresa, em situações em que minha mão estava exposta a algum risco, sem precisar pensar a respeito, instintivamente eu protegi a minha mão. Exemplo, toda vez que alguém me estendeu a mão direita para me cumprimentar, prontamente estendi a mão esquerda. A situação ficava engraçada, mas eu não correria o risco que alguém apertasse a minha mão direita. Outro exemplo, quando eu tinha que passar por várias pessoas dentro do ônibus ou no tubo*, colocava o braço direito bem rente ao corpo, na frente ou atrás de forma que o protegia de todos os lados.

Todos fazemos isso. Não há mistério na questão.

Deus podia falar sobre várias coisas baseadas nessa situação, mas por alguma razão continua a falar comigo sobre corpo, unidade e amor fraternal.

Enquanto pensava sobre isso, o Senhor falou claramente ao meu coração, é assim que Eu quero que vocês ajam como corpo. Cubram um ao outro. Quando este estiver machucado, quando houver pecado, ou mesmo quando apenas se sentir fraco, sem que ninguém precise lembrá-los ou ordenar sobre isso. Quero que sejam um e instintivamente vivam como um.

Nisso questionei: Senhor, você me conhece... sou um tanto desastrada e mesmo com a tala, a dor e etc, acabei batendo a minha mão sem perceber. Então de alguma atenção eu preciso.

Então Ele continuou: onde estão teus olhos? Seus atalaias estão atentos? Eles precisam vigiar sempre para que se as demais partes do corpo falharem, eles ainda possam evitar os problemas.

Nem de longe o objetivo de Deus com essa meditação é uma instrução para encobrirmos pecados ou mesmo camuflarmos problemas. Entendo que é um alerta para olhar e tratar essas situações sobre a ótica do amor dEle.
O pecado deve ser confrontado, deve haver arrependimento, pessoas devem ser tratadas, mas da forma certa, da maneira dEle.

Recomendo a leitura de 1 Coríntios 12 inteiro, mas dou ênfase aos versículos abaixo:

Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela;
Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros.
De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
1 Coríntios 12:24-27

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. João 13:35

Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; 1 Pedro 1:22


Em verdade a bíblia toda é repleta de dicas sobre como agirmos no amor de Deus e como sermos um nEle. Invista um tempo lendo sobre isso!

Por último, mas não menos importante, quando tive que fazer com a mão esquerda o que normalmente fazia com a direita, desenvolvi novas habilidades com a mão esquerda. De igual modo, quando alguém fratura o pé (por exemplo) e é obrigado a usar muletas, há uma força que deverá ser aplicada nos braços para sustentar o corpo e isso o fará cansar, mas quando o tratamento acabar, o pé estará curado e os braços estarão mais fortes.

Tudo coopera para o nosso bem. Dessa forma, quando me coloco na brecha pelo outro, Deus não apenas trata de cuidar do meu irmão, mas de desenvolver e fortalecer a mim.


*Tubo: espécie de ponto de ônibus encontrado em Curitiba. (Hehehe)