segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Noiva em fuga


Texto novo...uhuuu! \o/

Oi? Julia Roberts? Não, isso não é um texto sobre o já antigo filme em que essa bela atriz foge do casório das formas mais doidas..rs

Hoje vou falar sobre algo que a princípio pode motivar mais as meninas, mas incentivo os guris (não desistam) a também lerem até o final.

Do dia 1º para o dia 2 de fevereiro, tive um sonho engraçado, hollywoodiano e preocupante.

Abro os olhos e estou num lugar bonito, mas desconhecido. Me olho e para a minha surpresa estou vestida de noiva. Curiosa (apesar da resposta ser um tanto óbvia), pergunto a alguém o que está acontecendo e este prontamente explica: hoje é o seu casamento!
Fico feliz e ao mesmo tempo preocupada... quem seria o noivo?
Vou até uma janela próxima, coloco a cortina de lado e espio um rapaz bonito, ansioso pela minha chegada, mas desconhecido.
Isso me desespera! “Quem é ele?” pergunto a alguém...e este outra vez responde: “É o seu noivo”.
“Mas eu não o conheço! Como posso casar com alguém que não conheço? Que não amo...
Não tive dúvidas, chamei um amigo de confiança e fugi.

Não preciso dizer que a cena era bizarra e deixava todo mundo desesperado.
Enfim, acordei pensativa e até pensei que podia ser uma dica pra que eu cuide quando for casar conhecer bem meu marido (Aliás, fica a dica para todas as solteiras). No entanto, com o passar dos dias e as mensagens e ministrações que ouvi, percebi que Deus queria falar comigo sobre algo mais profundo.

Nós, enquanto igreja somos a noiva de Cristo (porque só pra constar você não é noiva sozinha) e não é de hoje que essa noiva está em fuga. Não estou dizendo que não temos investido tempo em conhecer O noivo, mas não temos um relacionamento tão profundo ao ponto de dizer: Com esse eu caso! Com esse eu quero uma aliança eterna.

Uns descobriram o noivo e congelaram na contemplação. O mundo caindo ao redor e eles permanecem ali estáticos, como que hipnotizados. O noivo passa, quer lhes entregar segredos, mas eles se quer podem ouvi-lo. Estão petrificados.
Alguns de nós até conhecem bem a história do noivo, mas ficaram satisfeitos em apenas saber. Outros até começaram a gastar tempo com Ele, contaram sobre suas vidas, seus medos, seus anseios, mas quando chegaram a um lugar confortável onde descobriram “Ok, Ele me ama”, não continuaram a conhecê-lo. O que é um erro! Porque salvo engano, não é possível estar em um casamento em que apenas um dos noivos ama. É preciso mais! É preciso que o amor seja recíproco. Não que eu acredite que em alguma medida seremos capazes de amar o noivo da mesma forma que Ele nos ama, mas precisamos amá-lo. Do contrário, jamais aceitaríamos viver uma vida de renúncia ao Seu lado.
Ou talvez, você está lendo este post pode pensar que não se encaixa em nenhum dos itens acima e que tem certeza que tem um relacionamento profundo com Cristo. Tenho duas coisas a lhe dizer: 1 – Ótimo! Prossiga em conhecê-lo. Estou certa de que há muito a descobrir. Aquilo que você acha que já é top, não chega a 10% de tudo o que há pra conhecer; 2 – Cuida do restante da noiva. Aqueles que estão vivendo essas coisas que descrevi são tão noiva quanto você. Interceda por eles, cuide, pegue pela mão, conduza os pelo mesmo caminho que você já descobriu.
Quanto a mim, quero conhecê-lo mais! Porque olho pra trás e percebo que fugi de compromissos e posicionamentos que Ele já me pediu pra ter. Me vejo dando ouvidos ao medo, ao invés de ouvir Sua doce voz. Me vejo falhando com o restante do corpo e longe de ser a noiva que Ele espera...sem ruga, sem mácula.
Minha oração é que não percamos tempo com coisas vãs e nos dediquemos a verdadeiramente ter um relacionamento com Cristo. Deixar que o ES nos molde e lapide nossas vidas para o dia das bodas do Cordeiro.
Quero estar preparada! Não quero ter medo do noivo. Quero amá-lo de todo o meu coração. Não posso e não vou mais fugir desse doce amor.
Versículos que inspiraram este post:
Mateus 25:1-13
Efésios 5:25-27
Apocalipse 19:7
Oséias 6:3a

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Uhuuuu! Eu tenho moedas!


Fala meu povo!

To aqui de novo pra falar de questões do dia a dia e que impactaram a minha vida.

Estava eu no ponto de ônibus a espera do Rex (sim esse é o nome de um busão em Curitiba), e logo a frente na fila, havia uma mulher com seu filho. O guri devia ter uns 4 anos.
(Preciso confessar que prestei atenção na conversa deles...Abapha!)

Empolgado, ele vira pra mãe e diz: “Mãe, você me dá essas moedas?”. A mãe da uma desbaratinada e não responde. Ele insiste: “Mamãe, deixa eu ficar com as moedas?”. Ela olha pra ele, sorri e responde: “Agora não. Essas são para a passagem do ônibus. Em casa te entrego algumas moedas.”. Não cabendo em si, ele sorri e pula algumas vezes gritando: “uhuuuuu! Eu vou ganhar moeeeedas!”. Eu ri.

Depois disso algumas perguntas me incomodaram: Quando mesmo deixamos de valorizar as pequenas coisas? Quando deixamos de comemorar que alguém confiou algo a nós?
Porque eu não sei vocês, mas eu sempre vejo pessoas rejeitando moedas. Algumas chegam a dizer que moeda não é dinheiro, mas cara... moeda é dinheiro sim.

Isso não é um post sobre economia ou educação financeira. Calma, não fuja! Rsrss...

Fazendo um paralelo com o serviço no ministério, observe alguém que a pouco descobriu que Jesus o ama e morreu para que fossemos salvos. Se você chegar para essa pessoa e disser a ela que ela pode ajudar arrumando as cadeiras da igreja, tenho certeza que ela fará isso sorrindo.
Ao passo que não é raro ver crentes com anos de igreja, doutos na palavra, dotados de grandes habilidades... se recusarem a assumir atividades que demandem tempo ou mesmo que não estejam em evidência.
A bíblia é clara quando diz que aquele que for fiel no pouco, sobre o muito será colocado, mas isso não significa que depois de ter alcançado esse lugar, não terá que fazer coisas simples ou estar nos bastidores.
A sociedade em que vivemos nos treinou para querer provar para todos, e o tempo todo, que estamos capacitados, que chegamos mais longe. Fomos forjados num ambiente que valoriza essencialmente quem tem muitas responsabilidades ou está em destaque.
Isso faz com que muitas vezes tentemos receber o reconhecimento dos homens, na igreja também.

Minha oração é que nosso único interesse seja agradar o coração de Deus e entender dEle o que deve ser feito. Andando em obediência a Sua palavra. Servindo em amor e buscando exclusivamente o reconhecimento dEle. Dessa forma, homens e mulheres verdadeiramente cristãos conseguirão enxergar em nós a essência do evangelho e por vezes confiarão tarefas maiores.

Penso que deixamos de valorizar as pequenas coisas, quando passamos a acreditar que a capacidade pra fazer e ser está em nós e não Naquele que nos chamou. É preciso lembrar dos primeiros dias em que desfrutamos desse amor. Dias em que tínhamos absoluta convicção de que não éramos merecedores. Dias em que o simples fato dele se importar, já era o suficiente para pularmos de alegria como aquele guri (aquele lá do começo do post). Dias em que tínhamos certeza de que qualquer tarefa no Reino era absolutamente relevante, pois Ele havia nos confiado.

“Procure ter perto de você pessoas que conheceram a Cristo recentemente de forma que você tenha sempre viva a lembrança do primeiro amor e do cuidado com as pequenas coisas. Mas tenha também por perto, pessoas que conhecem e vivem com Cristo a mais tempo que você de forma que você perceba que ainda há um caminho longo a percorrer”. (Pr. Francisco - Comunidade Alcance de Curitiba).

Uma palavra muito massa sobre essa questão de viver o que Deus tem reservado e não buscar o reconhecimento dos homens, é essa aqui (http://www.orvalho.com/casa-de-zadoque-2013-luciano-subira/)



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Corpo








Enquanto isso no retiro abençoado da galera da #AlcanceJovem, essa que vos escreve resolve voltar a vida de atleta e jogar vôlei. No segundo toque na bola, consegui a façanha de luxar o dedão da mão direita.  Segurei a onda e após o fim do retiro fui ao médico e este recomendou que usasse uma tala e mantivesse alguns cuidados.
A tala, não limitou apenas os movimentos da minha mão, mas fez com que todo o meu comportamento se adaptasse. Sendo destra, tive grande dificuldade ao fazer coisas do cotidiano com a mão esquerda. Nos primeiros dias quase arremessei comida nos amigos sem querer...hahaha (abafa!).
No entanto para minha surpresa, em situações em que minha mão estava exposta a algum risco, sem precisar pensar a respeito, instintivamente eu protegi a minha mão. Exemplo, toda vez que alguém me estendeu a mão direita para me cumprimentar, prontamente estendi a mão esquerda. A situação ficava engraçada, mas eu não correria o risco que alguém apertasse a minha mão direita. Outro exemplo, quando eu tinha que passar por várias pessoas dentro do ônibus ou no tubo*, colocava o braço direito bem rente ao corpo, na frente ou atrás de forma que o protegia de todos os lados.

Todos fazemos isso. Não há mistério na questão.

Deus podia falar sobre várias coisas baseadas nessa situação, mas por alguma razão continua a falar comigo sobre corpo, unidade e amor fraternal.

Enquanto pensava sobre isso, o Senhor falou claramente ao meu coração, é assim que Eu quero que vocês ajam como corpo. Cubram um ao outro. Quando este estiver machucado, quando houver pecado, ou mesmo quando apenas se sentir fraco, sem que ninguém precise lembrá-los ou ordenar sobre isso. Quero que sejam um e instintivamente vivam como um.

Nisso questionei: Senhor, você me conhece... sou um tanto desastrada e mesmo com a tala, a dor e etc, acabei batendo a minha mão sem perceber. Então de alguma atenção eu preciso.

Então Ele continuou: onde estão teus olhos? Seus atalaias estão atentos? Eles precisam vigiar sempre para que se as demais partes do corpo falharem, eles ainda possam evitar os problemas.

Nem de longe o objetivo de Deus com essa meditação é uma instrução para encobrirmos pecados ou mesmo camuflarmos problemas. Entendo que é um alerta para olhar e tratar essas situações sobre a ótica do amor dEle.
O pecado deve ser confrontado, deve haver arrependimento, pessoas devem ser tratadas, mas da forma certa, da maneira dEle.

Recomendo a leitura de 1 Coríntios 12 inteiro, mas dou ênfase aos versículos abaixo:

Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela;
Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros.
De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
1 Coríntios 12:24-27

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. João 13:35

Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; 1 Pedro 1:22


Em verdade a bíblia toda é repleta de dicas sobre como agirmos no amor de Deus e como sermos um nEle. Invista um tempo lendo sobre isso!

Por último, mas não menos importante, quando tive que fazer com a mão esquerda o que normalmente fazia com a direita, desenvolvi novas habilidades com a mão esquerda. De igual modo, quando alguém fratura o pé (por exemplo) e é obrigado a usar muletas, há uma força que deverá ser aplicada nos braços para sustentar o corpo e isso o fará cansar, mas quando o tratamento acabar, o pé estará curado e os braços estarão mais fortes.

Tudo coopera para o nosso bem. Dessa forma, quando me coloco na brecha pelo outro, Deus não apenas trata de cuidar do meu irmão, mas de desenvolver e fortalecer a mim.


*Tubo: espécie de ponto de ônibus encontrado em Curitiba. (Hehehe)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Rápido ou de Qualidade?

O cotidiano é cheio de oportunidades pra meditarmos sobre o que de fato é importante. Domingo, dia 01 de setembro enquanto eu esperava por um lanche numa rede fast food que temos em Curitiba, vi um rapaz separando os itens que compunham os próximos pedidos. Pela agilidade exigida pela maioria das pessoas ao procurar serviços como este, o guri se empenhava em fazer tudo o mais rápido possível. Em dado momento, ele deixou uma lata de refrigerante cair no chão (quase morri...rs my precious!) e rapidamente colocou no lugar. Na mesma hora pensei: alguém terá uma “bela” surpresa ao abrir seu refri. Logo após essa constatação, senti Deus me questionando: O que é mais importante, que chegue rápido ou que tenha qualidade? Prontamente respondi: qualidade! Em seguida fiz o link. Tem tantas coisas que nos são ofertadas todos os dias pra substituir tantas outras que de fato tem valor. Normalmente vem com a promessa de que solucionarão o problema, tal como a “comida rápida” em detrimento daquela comidinha caseira que nossas mães fazem como ninguém, mas em verdade escondem consequências ruins que muito provavelmente serão percebidas muito tempo depois.

Minha intenção aqui não é sugerir uma reeducação alimentar (apesar de que se você entendeu que precisa, fica a dica..rs). Acredito que desde que a pessoa saiba se policiar, pode se dar ao luxo de comer bobeiras às vezes. O problema está no fato de que muitas vezes tratamos como bobeira coisas que tem consequências eternas. 
(Falando nisso)
Sabemos as áreas que mais pesam para nós. Às vezes a solução rápida pode estar num relacionamento resumido a uma noite ou em se sujeitar a pagar qualquer preço para ganhar dinheiro, rasgando valores anteriormente considerados fundamentais pra nossas vidas. Pode estar num medicamento que te faz hibernar por dias ou mesmo numa viagem (fuga) pra qualquer canto da terra só pra não ter que enfrentar seus medos.

Tenho aprendido a confiar num Deus que me garante que há tempo para todas as coisas (Eclesiastes 3:1). Que me garante que Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2). Que preenche meu coração com uma paz que não pode ser explicada (Filipenses 4:7). Que me fez entender que mesmo as minhas melhores ideias não chegam nem perto do que Ele planejou pra mim (1 Coríntios 2:9). E por fim, que eu não preciso me preocupar com nada, pois Ele cuida de todas as áreas da minha vida (Mateus 6:25-34). Te incentivo a confiar seus maiores dilemas ao Único que tem todas as respostas e descobrir que com Ele, vale mais a pena ir devagar e desfrutar de Tudo o que Ele tem preparado do que correr na sua própria força pra descobrir que nos final era apenas vento.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Lentes novas



Já tem um tempo que oro no sentido de que eu perceba o cuidado, o amor e o falar de Deus nas pequenas coisas. Tenho passado por dias, digamos desafiadores e isso me deixa ainda mais atenta e sensível a este falar.
Não sou dessas que tenta espiritualizar todas as coisas, mas sou dessas que entende que sou um ser espiritual, quem tem uma alma e vive num corpo e entendo que Deus se importa com todas as áreas da minha vida.
Tenho tido várias experiências interessantes!
Não é de hoje que digo que Deus usa exemplos (às vezes um tanto lúdicos) pra me fazer entender o que PRECISO entender.  Ao contrário do que a maioria espera, boa parte dessas experiências não ocorreu durante um culto, ou uma célula ou um congresso “super pop” (não estou tirando o mérito dessas coisas), mas justamente nos momentos em que eu menos esperava.
Sábado, dia 31/08 enquanto eu voltava da pós, olhei na janela do ônibus e me deparei com um lindo e alaranjado pôr do sol. Comentei com um amigo e ele, com cara de desentendido, procurava o tal sol laranja. De repente, percebi que eu estava de óculos de sol e isso fazia com que o sol parecesse laranja. Mostrei ao meu amigo e ele pode ver o que eu estava descrevendo antes.
No instante seguinte, o Espírito Santo falou ao meu coração: “algumas vezes pra olhar as coisas com fé, é preciso de lentes novas”. No mesmo momento, consegui concluir que na minha limitação humana – meus olhos naturais – tudo o que eu consigo ver é a realidade tal como ela é (seja ela boa ou ruim). No entanto, se eu ousar olhar com fé (algo que não vem de mim, mas do próprio Deus), conseguirei ter uma nova e mais bela perspectiva.
Pensa numa palavra que era tudo o que eu precisava ouvir/entender?!
Talvez suas circunstâncias, assim como as minhas, são as mesmas há tempos e você até já se acostumou com elas. Ouse pedir que Ele te dê um novo olhar sobre elas. Olhe com fé. Ele também tem novas lentes pra você!
Talvez, você não tenha grandes problemas, assim como o pôr do sol amarelo não tem qualquer erro, mas ele já não te encanta. As belas coisas com as quais convive já não te surpreendem, perderam o brilho. Tem lentes novas pra você também!
;)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Trocaram o piso, e agora?





Tirando a poeira...bora escrever um pouco.. =)
 
Não sou dessas que tenta espiritualizar todas as coisas, mas sou dessas que procura estar atenta ao falar do Espírito Santo e tira lições importantes de situações simples da vida.
Tenho aprendido a cada dia a tirar Deus da caixinha (que só existe em nossas mentes) e deixar que a criatividade dEle seja evidente em cada instante da minha vida.

Durante muitos anos minha casa teve carpet no chão e isso além de deixar o ambiente mais acolhedor, fazia com que a minha cachorrinha (Nina) corresse e fizesse tudo o que desse na “telha” com a maior tranquilidade e estabilidade. Recentemente fizemos uma pequena reforma (graças a Deus! \o/) que incluiu a troca dos carpets por piso de cerâmica. A casa ficou linda, mais fácil de limpar e nós tivemos que adquirir pantufas..rs
Quando a Nina entrou pela primeira vez na casa após a conclusão da reforma, presenciamos uma cena interessante. Ela veio com a mesma empolgação de antes, confiando que teria a mesma tranquilidade para correr, etc. No entanto, pra surpresa dela (e nossa também, afinal não imaginávamos o que aconteceria) esse novo chão era escorregadio, e a simples tarefa de ficar em pé para dar aqueles abraços que dogs de médio e grande porte costumam dar em seus donos (e que eu amo!), passou a ser impossível. Na primeira oportunidade que ela teve de conseguir chegar até o sofá, o fez e de lá não saia por nada. Percebemos o medo dela e insistíamos para que ela descesse e brincasse conosco no novo piso, mas a insegurança dela falava mais alto. Ela não tinha mais o controle.
Precisamos pegá-la no colo, mostrar aos poucos que não precisava ter medo, precisava apenas reaprender a andar.
Hoje ela já brinca tranquila e por vezes ainda sai correndo pra bater em minhas pernas como se fosse aqueles “piques” do esconde-esconde e quem chega primeiro e bate está a salvo, mas acaba escorregando. Isso não a impede de vir até mim andando e balançando aquele rabinho feliz, pois ela já sabe como agir e não perdeu o foco, o meu colo.

O que quero dizer com isso?

Muitas vezes andamos acostumados com o lugar onde estamos, com as coisas com as quais vivemos e mergulhados na nossa rotina. Não que isso seja de todo ruim, mas se tudo fosse sempre tranquilo perderíamos grandes ensinos que a capacidade de adaptação nos proporciona.
Com frequência oramos pedindo que Deus transforme nossas vidas, nos molde, etc, mas muitas vezes não consideramos que isso pode implicar em situações que tirem nossa estabilidade.
Particularmente gosto de ter as coisas sob controle e confiar o controle de tudo a Deus é sempre desafiador pra mim. Mas amo esse Deus que insiste em trabalhar em todas as áreas da minha vida até que eu esteja pronta pra viver a eternidade ao Seu lado.
Então, o que acontece quando somos desafiados e levados pra situações em que parece que o chão some debaixo dos nossos pés? Assim como no caso da Nina, a nossa primeira reação tende a ser de medo e a atitude mais comum é a fuga para um lugar onde possamos retomar o controle.
As circunstâncias nos farão lembrar que é preciso uma posição. Que ao fugir estamos abrindo mão de coisas que são preciosas pra nós, que no paralelo da história com a Nina significava não poder brincar livremente com seus donos, mas que pra nós podem ser o convívio com nossa família, a realização de um sonho e o que mais você quiser colocar aqui.
Se confiamos nossas vidas a Deus e pedimos que Ele faça TUDO a sua maneira, se olharmos bem encontraremos um Deus dizendo “pode vir, é seguro e estou aqui pra te provar isso”.
Caberá a nós abrir mão do medo pra desfrutar de novas experiências e da nova vida proposta por Ele. Alguns escorregões farão parte desse trajeto, afinal precisaremos reaprender a andar, mas Ele está ao nosso lado e isso significa que nossa real segurança nunca foi alterada. É o mesmo ontem, hoje e será eternamente. (Hebreus 13:8).